Quando uma conversa mostra muito sobre você

O que nós falamos durante uma conversa conta muito da nossa história e das nossas crenças, mesmo que não estejamos necessariamente falando sobre nós mesmos. Descobrir o que está por trás daquilo que dizemos a todo momento nos faz mais conscientes e saudáveis.

Sabe como iniciamos um processo terapêutico? Por meio de uma conversa. Claro, precisamos saber das queixas, dos sintomas, do momento pelo qual o paciente está passando. Mas, mais do que isso, precisamos entender quem ele é e no que acredita, que verdades apresenta em sua forma de ver o mundo e nos julgamentos que faz. Isso ajuda, e muito, a entender o melhor caminho e as técnicas que serão usadas para desatar os nós que trazem dores e doenças e que impedem aquela pessoa de ser feliz.

Tem um ditado popular que diz que quando Pedro fala de Paulo, sabemos muito mais de Pedro do que de Paulo. E não é isso mesmo? Nós costumamos realizar julgamentos o tempo todo, e todos eles baseados naquilo que nós acreditamos que seja verdade. E que certamente é diferente para cada pessoa. Nossos grupamentos sociais geralmente são formados por identificação dessas crenças, ou seja, costumamos nos aproximar de pessoas que falam e pensam da mesma forma.

Mas temos um background familiar e social que influencia diretamente em nosso modo de ver o mundo e que pode não ser percebido por nós. Uma conversa que seja, digamos, terapêutica, pode sinalizar o que está por trás de pensamentos e ações e que, se trazidos à tona, não representam totalmente a nossa verdade pessoal. Pode parecer, em um primeiro momento, que estamos saindo do eixo, porque nos acostumamos àquelas formas-pensamento como sendo nosso lugar comum, mas, no fundo, se conhecer mais profundamente é sempre algo libertador.

Uma conversa pode falar muito sobre as dores que você sente

Como trabalhamos com técnicas que visam a saúde integrativa, ou seja, que avaliam e tratam o indivíduo como um todo, temos que investigar os discursos que a pessoa usa em sua vida diária, para entender se ali não estão crenças limitantes, vibrações de dor e doença e problemas familiares e de relacionamento que possam ser o estopim ou os aumentadores dos sintomas trazidos ao consultório.

Conhecemos, inclusive, muitas pessoas que tem dificuldade de falar sobre si mesmos. Que tem receio de se expor, de confrontar essas verdades e, claro, isso também pode ser um indício de que elas sentem que ali existe mesmo algo a ser trabalhado. Tudo que nos amedronta, de certa forma, nos aprimora. São medos que precisam ser enfrentados para que o processo possa ser iniciado e as causas primárias de dores e doenças, descobertas e tratadas. Lembre-se: tudo pode começar em uma conversa, que fala muito sobre você!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.