Até quando conviver com a dor

Em mundo onde se medicar é considerado normal, conviver com a dor pode ser algo auto imposto, sabia? Mas até quando é preciso sofrer, se podemos buscar formas de realmente nos tratar?

Até quando conviver com a dor? Qual o limite que temos que nos dar antes de realmente desejar parar de sofrer? Vivemos em uma realidade na qual é considerado normal se medicar. Saudamos a indústria farmacêutica como se ela fosse a única salvadora e esquecemos que muito daquilo que sentimos é auto imposto e que poderíamos buscar uma cura efetiva para nossos males. Dor de cabeça? Dos nas costas? Alergias constantes? Chega! É hora de entender o que o nosso corpo diz e buscar ajuda.

Qual é a medida da sua dor? Você já parou para pensar nisso? Constantemente, vemos dois tipos básicos de pessoas: aquelas que procuram o médico por qualquer mudança no organismo, e aquelas que entender a dor como algo necessário e que se automedicam. Como em tudo, o exagero é sempre nosso inimigo. Eu acredito que o ideal é sempre o caminho do meio: entender o próprio funcionamento, seja físico ou mental, observar possíveis mudanças e avaliar a medida daquilo que sentimos é a melhor forma de fazer escolhas mais acertadas.

Mas quando você tem que utilizar medicamentos para a dor todos os dias, algo está errado e é preciso avaliar mais a fundo. Não é normal ter dor sempre. Assim como não é normal só estar bem quando medicado. A não ser que você tenha um diagnóstico muito preciso e a recomendação para uso daquele medicamento, não é normal. E ainda assim, posso dizer por experiência profissional, que há casos que o próprio diagnóstico pode ter como causa problemas emocionais, traumas, crenças que temos sobre nós mesmos e sobre a vida. Nossa mente é um terreno fértil, e pode ter flores, mas também muitas ervas daninhas. Para cuidar do jardim, é preciso saber separar.

A verdade é que muitos de nós convivem com a dor sem necessidade. Descobrir suas causas reais e inclusive o que em nós provoca a doença e o mal-estar é fundamental. Muitas vezes, talvez a maioria delas, o foco está lá no fundo, no inconsciente, nas memórias que tentamos esquecer – quantos sofrimentos que nos parecem pequenos e esquecidos podem ter deixado marcas que perpetuam exatamente por meio de dores crônicas? Mas só podemos reconhecer, e tratar, essas causas quando tomamos consciência delas. E o caminho precisa ser iniciado.

Meu desafio para você é este: busque ajuda! Entenda o funcionamento da sua mente, dos seus mecanismos emocionais e as relações que isso pode ter com o que você sente fisicamente, seja cansaço ou dor. O tratamento para aquilo que suga sua energia todos os dias pode estar bem mais perto do que você imagina.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *