Alergia faz parte. Será?

Costumamos tratar alergias leves como algo que faz parte da vida, muitas vezes porque nos acostumamos a elas, e aos remédios. Mas será mesmo que temos que nos acostumar a algo que nos incomoda?

As alergias são, talvez, o mal mais comum, principalmente nas grandes cidades. A convivência com a poluição do ar, a emissão de gases dos veículos, as mudanças climáticas bruscas são os principais agentes físicos causadores de doenças respiratórias e na pele. Como não conseguimos nos desfazer das causas, aprendemos a conviver com suas consequências, certo? Errado. Ninguém é obrigado a se acostumar com a doença, seja ela de que intensidade for. Mas, então, o que fazer?

Primeiro, é preciso entender que existem muito mais causas para as alergias do que os agentes físicos a que estamos acostumados. Muitas vezes, aquilo que é desencadeado por uma mudança climática avisa, na verdade, que há um desequilíbrio físico e emocional que precisa ser trabalhado. Sabemos que os bebês já desenvolvem alergias ao entrarem em contato com agentes desconhecidos com os quais ainda não aprenderam a lidar. Por isso é mais comum que apareçam alergias, especialmente as dermatites, até os dois anos de idade.

É como se fosse uma grande adaptação às mudanças incríveis a que o ser humano é submetido desde que nasce. Nessa etapa de vida é realizada talvez a maior diferenciação entre o que conheço e sei lidar (o EU) e o que é totalmente desconhecido e, por isso, aterrador (o NÃO EU). Em menor escala, vivemos esse contato com o novo em nossa vida cotidiana, e esse novo pode estar relacionado ao ambiente, sim, mas também pode estar intimamente ligado ao modo como encaramos a vida.

Lembrando que muitos sintomas do nosso organismo são acionados por descargas hormonais e por neurotransmissores, ambos dirigidos pelas nossas emoções. Dessa forma, é possível pensar que muitos processos alergênicos estão conectados com aquilo que sentimos e pensamos. Agora, imagine que você tem, em seu corpo, muitas memórias gravadas em células e tecidos, mas dos quais efetivamente você não se lembra. Então, pode seguir sentindo as alergias e tomando medicamentos que vão atenuar seus efeitos, mas que não vão curar suas causas.

É aí que entra a Microfisioterapia, ao mapear nosso corpo e entender onde estão, se houver, as memórias de traumas e situações gravadas e que podem, de forma totalmente inconsciente, estar dirigindo nossas emoções. E, com isso, o funcionamento do nosso corpo, incluindo aí o desencadeamento de processos alérgicos. Como fazer? Descubra, primeiro, se existe uma causa emocional para sua alergia. Com isso, metade do caminho para a cura já terá sido percorrido.

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